A luta da humanidade contra o neocolonialismo

Em edição de 1988, a Hora do Povo trouxe artigo de Nilson Araújo de Souza sobre “as lutas que hoje se travam em todos os rincões do planeta” em “relação ao caminho de devastação que a oligarquia financeira dos países centrais, encabeçada pela dos EUA”.

O então presidente do Instituto do Trabalho Dante Pelacani descreve os movimentos aintimperialistas mundo afora e destaca, de plano, o que sucedia no matriz estadunidense:

Nos próprios EUA, ocorreram progressos importantes. Apesar da maior campanha difamatória movida contra um homem público de que se tem notícia, Bill Clinton foi eleito presidente em 1992 e reeleito em 1996, por combater o desemprego e a política de quebra dos direitos trabalhistas que, através do “Contrato pela América”, a oligarquia bélico-financeira estava pondo em prática por intermédio do republicano Bush. Nesse mesmo clima, em outubro de 1995, muda a direção conservadora e pró-imperialista da central sindical norte-americana, a ALF-CIO, e assumem novos dirigentes comprometidos em resgatar um sindicalismo mais combativo, a começar pelo enfrentamento do NAFTA. Ocorre, também, em Washington, a famosa “Marcha de Um Milhão de Homens”, organizada pelo movimento negro contra a discriminação e o corte dos programas sociais. Importantes mobilizações também inviabilizaram a “proposta 187”, que aumentava a discriminação contra os imigrantes de origem latino-americana. Em meados de 1998, uma greve contra demissões se alastrou por todas as fábricas da GM no país, paralisando também outras empresas que lhe fornecem insumos, peças e equipamentos: 122.440 trabalhadores e 24 das 29 fábricas da GM na América do Norte chegaram a paralisar.

Ao final, conclui com uma avaliação do Brasil, no final do século 20:

A construção de um Brasil independente certamente ajudará a desabrochar as energias em outras partes do mundo, favorecendo o avanço das lutas dos povos contra a opressão imperialista. Essas lutas anunciam o fim de um regime social – ou melhor anti-social – que já morreu e só falta ser sepultado, a fim de liberar a Humanidade da opressão a que é submetida e criar as condições para que ela conquiste sua efetiva emancipação. Com isso, a pré-história ficará para trás e se começará a construir a verdadeira história humana. Será o nascimento do homem novo.

A íntegra da histórica análise do professor doutor em economia está reproduzida em dois blocos: capítulo 1 e capítulo 2.

No mesmo ano, Nilson tratou da agonia da especulação global.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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