O seminário de estudos avançados da Escola João Amazonas, da Fundação Maurício Grabois concluiu seus trabalhos de 2025 versando, sob coordenação da jornalista Joane Mota, sobre o atual estágio dos partidos comunistas, dentro e fora do poder, e seu enfrentamento ao imperialismo e ao neofascismo.
Como consta da programação do evento, “os partidos comunistas fora do poder enfrentam ainda duro processo de acumulação de forças, no contexto de avanços e recuos, alternância entre vitórias e retrocessos, do conjunto das forças de esquerda e progressistas”.
O dirigente Ricardo Abreu Alemão historiou a posição dos partidos comunistas no mundo, a partir da vitória da Revolução de 1917 na Rússia. O ascenso do fascismo na primeira metade do século 20 causou derrotas em vários países, mas o Exército Vermelho da URSS venceu o nazismo em 1945. Depois disso, países como a China, Coreia, Laos, Cuba e Vietnã foram governados pelos comunistas, com militância entre 5 e 10% do eleitorado. As agremiações funcionam em outras dezenas de países, ora participando do governo, ora não.
Segundo o economista, cabe aos partidos acumular força no combate ao neofascismo e ao imperialismo, conduzir consequentemente os projetos de emancipação nacional e preparar o povo para o momento revolucionário de superação das relações capitalistas.
O diretor da Escola João Amazonas, Altair Freitas, mostrou os fatos relativos ao Partido Comunista do Brasil. Após a reafirmação do socialismo como alternativa superior para a Humanidade, em 1992, o partido experimentou um forte crescimento e um refluxo já no século 21, creditado a práticas identitaristas e visões unilaterais de alguns de seus dirigentes.
A receita para o revigoramento do partido do socialismo, revolucionário, proletário e patriótico é “combater as pressões liberais e a dispersão de orientações”, aplicando dialeticamente os três vetores de acumulação de forças: institucional, ideológico e de massas, concluiu ele.
O partido precisa estabelecer boa comunicação digital com o povo, sem esquecer de ir aonde o calor do povo está, ponderou Luciano Siqueira. A resposta nacional às questões de momento precisam ser traduzidas em cada luta concreta da população.
O ex-deputado propôs ampliar mais ainda a unidade de forças para isolar o inimigo principal – o capital financeiro e seus acólitos -, sem perde a identidade comunista do partido. E participar do governo simultaneamente de forma propositiva e crítica.
O seminário completo: 1 – Características do capitalismo contemporâneo e o aprofundamento de suas contradições; 2 – Declínio dos EUA e ascenção da China; 3- Os êxitos da China e do Vietnã; e 4 – O papel fundamental do Partido Comunista.

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