
Marcos de Queiroz Grillo
O rápido avanço tecnológico da China é resultado de um plano de longo prazo.
Em 2015, o governo chinês lançou o projeto “Made in China 2025” cujo objetivo era deixar de ser um país fabricante de produtos baratos, passando a ofertar aqueles de alta tecnologia e assim, diminuindo sua dependência na importação de suprimentos tecnológicos. Para tanto, foram escolhidas dez áreas prioritárias e estabelecidos 250 objetivos.
Segundo Lindsay Gorman, do Centro de Estudos German Marshall Fund, o sucesso do plano decorreu de políticas de Estado lançando mão de empresas capitalistas no desenvolvimento de uma agenda de pesquisa e de financiamento, contando com pesquisadores estrangeiros e criando joint ventures entre empresas chinesas e estrangeiras.
Segundo o jornal South China Morning Post, 86% dessas metas foram alcançadas. Alguns exemplos de sucesso são os carros elétricos, a produção de baterias, os painéis solares, os drones, a computação quântica, as energias renováveis, a tecnologia 5G, a inteligência artificial, as plataformas de internet, dentre tantas outras.
A publicação IN FOCUS, de 12/12/24, do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA (Congressional Research Service) aponta que o plano chinês prevê recursos da ordem de US$ 1,5 trilhão em pesquisa, desenvolvimento de produtos e aquisição de empresas estrangeiras. Até 2020, segundo a fonte, já teriam sido investidos US$ 627 bilhões.
A guerra comercial dos EUA com a China foi incrementada no primeiro mandato de Trump e continuada por Biden. Tudo indica que continuará sendo prioridade no governo Trump 2.0, justificada por razões de segurança nacional dos EUA. Ela é fruto de conflituosa paranoia compartilhada tanto pelos Republicanos como pelos Democratas. A sociedade norte-americana vive um negacionismo em relação ao fato de já ter sido alcançada pela China nas mais diversas áreas: militar, tecnológica, diplomática e econômica. EUA e países aliados acusaram os chineses de terem utilizado hackers para roubar propriedade intelectual tecnológica. Um exemplo seria tecnologia de empresas aéreas americanas, o que sempre foi negado pela China.
Leia abaixo na íntegra a publicação da Terapia Política:

Um comentário em “Vão conseguir quebrar a China?”