A revolução pernambucana de 1817

“Esta insurreição nativista foi elitista, com duração de 74 dias, mas pavimentou um profundo sentimento de independência que marcaria profundamente o Brasil.”

A data magna de Pernambuco, 6 de Março, corresponde à eclosão da Revolução Pernambucana, história contada pelo policial militar e escritor Lourival Cassimiro da Costa Junior em seu TCC arquivado digitalmente pelo Governo do Rio Grande do Norte. Estas são as suas conclusões:

A Revolução Pernambucana de 1817, a “Revolução dos Padres”, teve início no dia 06 de Março daquele ano, porém, para que chegasse a esta dinâmica dos fatos, houve um conjunto de fatores para que tal movimento eclodisse.

Sob forte influência iluminista, motivados pelos sucessos da Independência dos Estados Unidos, Revolução Francesa e algumas colônias da América Espanhola, a idéia de se emancipar de Portugal, se deve através das Lojas Maçônicas e do Seminário de Olinda.

Neste período, a idéia de liberdade ficou mais evidente, devido à forte carga tributária, perca da influência política, queda na exportação de seus principais produtos (açúcar/algodão) e da seca de 1816. Tudo isso somado, a insatisfação na região aos privilégios, que eram dados aos que nasciam em Portugal e de sentir que estavam sustentando a corte lusitana.

Com a eclosão do movimento, logo espalhou para várias regiões: Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará. Que deram suas contribuições, que discreta ou não, ajudaram Pernambuco a pavimentar o caminho da liberdade, e a criação de uma república.

Esta empreitada durou apenas 74 dias, foi uma revolução promovida pela elite, mas que deixou profundas marcas no Brasil, e foi o primeiro governo genuíno brasileiro.

Em 2017, Lourival publicou um livro a respeito, destacando a participação potiguar no evento então bicentenário; neste ano, foi co-autor de a “Polícia Militar do Rio Grande do Norte: Fatos Históricos e Desafios Contemporâneos”.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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