Democratas e Republicanos: duas faces de uma mesma moeda

Luis Carlos Paes de Castro

Acerca do debate de 27 de junho, entre Biden e Trump, candidatos de dois partidos muito parecidos.

Divergem sobre aspectos de política econômica interna, políticas compensatórias mais ou menos ousadas e sobre a pauta comportamental e de costumes.

No fundamental, Democratas e Republicanos apoiam o modelo neoliberal, privilegiando o rentismo, reforçando a concentração de renda e a desigualdade social interna e no resto do planeta.

Ambos defendem o neocolonialismo e são contra a transição em curso para um mundo multipolar, fenômeno objetivo que contraria seus desejos de eternização do império americano dominando o mundo.

Defendem, com muita ênfase, a manutenção do dólar como moeda universal e se utilizam de seu poderio bélico para manter o status quo. Os EUA têm o maior orçamento militar entre todas as nações, muito à frente da segunda colocada, financiando suas 800 bases terrestres espalhadas por todos os continentes, suas seis frotas navais em todos os oceanos e seu poderoso arsenal nuclear.

É assim que defendem a civilização ocidental cristã, a paz e a democracia.

Ainda têm a cara de pau de propagar, através de seu monopólio midiatico, que perigosos são os povos que lutam pela sua soberania, pelo seu desenvolvimento autônomo, por mais justiça social e por relações mais equilibradas entre as diversas nações, respeitando suas características próprias, suas culturas nacionais, seus modelos de organização política, suas religiões ou ausência delas e assim por diante.

O que deve nos preocupar e nos mobilizar é que, em função do controle ideológico, na grande mídia e nas redes sociais, ainda tem gente, inclusive no campo democrático e progressista, que se deixa influenciar por este conto de fadas e se ilude com a falsa democracia de dois partidos gêmeos e suas políticas imperiais, responsáveis maiores pela crise econômica, social, cultural e ambiental neste século e, como subproduto, extremamente preocupante e perigoso, o ressurgimento do extremismo nazifascista.

O cearense Luís Carlos Paes de Castro é engenheiro, Especialista aposentado do Banco Central e presidente do PCdoB no seu estado natal.

Dele, também publicamos O Direito à Inclusão Social das Pessoas com Deficiência, O Presidente Incapaz, A China e seu processo de desenvolvimento e O BRICS+ e a consolidação de um mundo multipolar.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.