Retomar a indústria para o Brasil voltar a crescer

AO POVO BRASILEIRO

Cresce com a força da razão, a Unidade Nacional para livrar o país da estagnação econômica que há décadas mina as energias do povo brasileiro e de seu setor produtivo. Nos últimos treze anos, o crescimento do PIB brasileiro foi Zero e, ampliando o foco, de 2%, em média, nos últimos 40 anos,

Não é mais possível que o país viva sufocado pelas maiores taxas de juros do mundo, que assaltam mês a mês, há mais de 30 anos, os cofres do Tesouro Nacional, e bloqueiam o nosso crescimento, fórmula pós moderna de promover a derrama. Só nos últimos 12 meses foram pagos 776 bilhões de reais em juros, o equivalente ao orçamento da Saúde, da Educação e do Bem Estar Social somados.

Essa irracionalidade é capitaneada pelo próprio Banco Central, presidido por Roberto Campos Neto, banqueiro de terceira geração e adepto da doutrina do estado mínimo, da farra importacionista, da desindustrialização e da reprimarização da economia nacional.

Não temos porque suportar esse atraso de vida. Somos o Brasil dos defensores da indústria como Rui Barbosa e Roberto Simonsen, da modernização trazida pela revolução de 1930, da economia que mais cresceu no mundo durante 50 anos.

Somos o povo que escreveu uma das constituições mais modernas do mundo. Somos o Brasil de Getúlio e Juscelino, de Jango e Tancredo. Um país que elegeu três vezes um operário metalúrgico para a Presidência da República e que, se quiser, pode ter um futuro radiante pela frente.

O Brasil é um dos cinco países com maiores riquezas naturais do mundo, com 8,500 km de litoral, maior floresta tropical do planeta, maior rede hidrográfica, dimensões continentais, maior reserva mineral e uma só língua em todo território nacional.

A riqueza gerada pelos que produzem: os impostos, os saldos comerciais, as reservas e, como consequência, o crédito, hão de ser utilizados na construção da infraestrutura, em universidades, na escola integral, na educação infantil, nas creches, na habitação, na cultura.

Já passou a hora do Brasil se libertar das amarras que impedem nosso crescimento econômico. Para isso, o principal é reduzir as taxas de juros, aumentar o investimento público, estimular o investimento privado para um novo patamar – já foi de 25% do PIB e hoje é 16%.

Disponibilizar crédito abundante e barato para o desenvolvimento tecnológico, em especial para a indústria de base. Concentrar as compras do governo nas empresas de conteúdo nacional, na construção civil, na indústria naval, na aeronáutica, na defesa, no polo industrial da saúde.

Forjar a economia no fortalecimento da produção industrial e no mercado interno, complementados por uma vigorosa produção agrícola, num salário mínimo suficiente para sustentar a família e estimular as vendas. Numa indústria pujante em tecnologia e respeito ao meio ambiente. Formar uma poderosa corrente pela reindustrialização do país. Deixar falando sozinhos os arautos da especulação financeira.

É nossa responsabilidade completar a obra dos que iniciaram a construção de um Brasil grande e próspero para seu povo, para que nossos filhos e netos acreditem no futuro da pátria e da humanidade.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.