Não tema o déficit, Haddad

Outras Palavras – muito pouco se ouve da boca desse pessoal a respeito da “farra” ou da “gastança” ou da “irresponsabilidade” quando se trata das despesas não-primárias. A conta de pagamento de juros da dívida pública, por exemplo, é o exemplo mais cristalino da berraria seletiva que acomete o povo do financismo. Eles clamam contra as somas que o Estado aloca para saúde, previdência social, educação, segurança pública, saneamento, assistência social, investimento e salários de servidores, mas não se conhece nenhum traço de indignação contra a despesa mais parasita de nosso Orçamento. Trata-se da segunda maior rubrica dos dispêndios do governo federal, ficando apenas atrás da previdência social. Além disso, é o gasto público de menos impacto em termos de efeito multiplicador. Os beneficiados por tal despesa tem elevada propensão a poupar e não retornam os recursos na forma de elevação do consumo, tal como acontece com o pagamento dos benefícios do INSS.
A engenharia nacional precisa voltar com a neoindustrialização

Engenharia pela Democracia – O trabalho de reconstrução do Brasil e de reindustrialização não será rápido – mas precisa ser abrangente e vigoroso. A neoindustrilização só avançará se a cabeça política desenvolvimentista tiver, em seu centro, a liderança com a engenharia e a Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI). Nesse sentido, a Nova Indústria Brasileira acerta em pontos fundamentais, a começar por seu foco na sustentabilidade, na inovação e na geração de empregos. O reerguimento da indústria deve trazer não apenas competitividade – mas também preocupação com o meio ambiente e com a classe trabalhadora. Vale frisar que o material de apresentação usa expressões como “emprego de qualidade”, “promoção do trabalho decente”, “melhoria da renda” e “inclusão socioeconômica” – temas que voltam com força e que já estiveram nas políticas industriais anteriores do Brasil.
Celso Amorim: “Meu amigo, o indispensável Samuel”

Outras Palavras – “Não sou capaz de falar apenas sobre o lado político do Samuel. Fomos amigos por 60 anos. A experiência mais intensa foi, certamente, no Itamaraty, a partir do início do governo Lula. Fui chamado pelo presidente para o posto de ministro. Convidei, naturalmente com autorização presidencial, o Samuel, para que fosse o secretário-geral do Itamaraty. Foi uma peça fundamental – em vários aspectos – na defesa dos ideais do que eu chamava de “uma política externa independente, ativa e altiva”. Muita gente diz que era um trio: eu como ministro, o Samuel secretário-geral e o Marco Aurélio Garcia na função que eu tenho hoje, de assessor especial do presidente Lula.
Disfarçados de médicos, soldados israelenses invadem hospital para assassinar palestinos

Hora do Povo - Um grupo de soldados israelenses entrou disfarçado no hospital Ibn Sina, em Jenin, na Cisjordânia ocupada, e assassinou três homens palestinos a tiros de metralhadora. A bárbara agressão realizada às 5h30 da manhã, foi filmada pelas câmeras de segurança do hospital e configura crime de guerra. Na gravação é possível identificar pelo menos 13 homens armados vestidos como civis, inclusive com roupas femininas, ou como médicos e pacientes, usando jalecos e máscaras, no saguão do hospital.

Um comentário em “Manchetes do dia – 1.2.2024”