A nova Lei da Usura

Segundo o Senador cearense Cid Gomes, “O superendividamento é um drama que afeta milhões de cidadãos e resulta tanto da situação de crise econômica vivenciada pelo país quanto das altíssimas taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras”.

Para mitigar o problema no país, ele apresentou o Projeto de Lei nº 217/2023, inspirado em proposta de Ciro Gomes apresentada aos eleitores no pleito de 2022 e leis inglesas criadas desde 2015.

Se convertido em Lei, “as operações de crédito ao consumidor pessoa física,
sem garantia, […] serão consideradas quitadas quando o somatório dos valores pagos a título de tarifas bancárias e parcelas do financiamento atingir o equivalente a duas vezes o valor original do empréstimo contratado”.

O próprio parlamentar explicou nas redes sociais o funcionamento da “Lei Antiganância”.

E dá um exemplo prático:

Observe-se que o limite original constitucional de juros de 12% ao ano implicaria em dobrar o pagamento em seis anos, aproximadamente, sem contar com os efeitos da inflação.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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