
Nos idos da antiga agricultura, o ciclo anual começava com o plantio. No hemisfério norte, corresponde aos dias do início do outono, primavera no sul. O registro retroativo de então remeteu há 5782 anos atrás. Assim, pelo calendário mosaico, ao surgir a primeira estrela na noite de domingo começa a 5783ª volta da Terra em torno do Sol.
É bom tempo para esperançar, renovar as expectativas para que o plantio do início do ano resulte em boa colheita logo mais no calendário civil adotado no Brasil e a maior parte do mundo ocidental.
Também é tempo de refletir sobre o que já foi, para que as pragas nunca mais dizimem a boa colheita.
Registro uma história que assim teria ocorrido em 1933, ou 5693, se não me falham os cálculos, considerando a contagem do tempo inscrita no Velho Testamento.
A Alemanha parlamentarista do interguerras era governada pelos social-democratas de então e eleições ocorreram para a escolha dos novos legisladores. A maior bancada saída das urnas foi a nacional-socialista, o partido nazista. Mais numerosa, porém sem ter a maioria absoluta das cadeiras de representantes. Uma aliança entre o partido do governo e os comunistas teria sido matematicamente suficiente para indicar o novo chefe de governo mas, como se sabe, ela não aconteceu – e não por recusa da esquerda. Preferiu a situação entregar o governo “em perfeita ordem” a Adolf Hitler e seus seguidores.
Um jornal da época, Der Sturm, teria até noticiado algo como “ele é meio maluquinho, mas a Constituição o deterá”. Não foi o que aconteceu, e dezenas de milhões de vidas foram dizimadas, muitas delas em câmaras de gás.
Tem duas rodadas saudamos a passagem de ano sob o tema A volta da vida, da alegria, da Independência e da Democracia. 685 mil mortes depois, renovamos nossa fé no sonho de Tiradentes: fazer deste imenso país uma grande Nação.
Reiteramos nossos votos de há dois anos:
