Fortalecer o feminismo emancipacionista e unir as mulheres e o povo contra o fascismo bolsonarista

Maria Beatriz Rocha

A emancipação da mulher é do interesse de homens e mulheres, pois ela significa a emancipação de toda a sociedade.

O que quer dizer feminismo popular?. Ao pesquisar o tema, representações no movimento de mulheres que reivindicam tal conceito, ligadas principalmente a entidades dos movimentos sociais (Marcha Mundial de Mulheres, Movimento de Mulheres Camponesas, Associação Brasileira de Mulheres, etc.) apontam que se diferenciam das correntes feministas clássicas e que o feminismo popular não é algo que tem uma definição consolidada e você escolhe ser ou não uma “feminista popular”, ele vem sendo forjado pela experiência histórica das mulheres. O leito histórico do feminismo popular foi construído por mulheres que se colocaram em movimento para a transformação social e na luta pelo poder.

Não negamos a existência de opressões específicas que obstaculizam a emancipação pessoal e coletiva. Pelo contrário: ao revisitar a história da luta das mulheres no Brasil (para não dizer no mundo), não há um só momento em que nós, comunistas, não estivéssemos presentes nas mais decisivas batalhas. A luta pela emancipação do nosso povo e a luta pela emancipação das mulheres são indissociáveis, o que também está presente em nosso documento: “A corrente emancipacionista e popular atua nos movimentos de mulheres, nos movimentos sociais e sindicais, na luta institucional, na luta de ideias, e desenvolve ações de massa, na perspectiva de resistir e lutar com todas as mulheres, com suas diversidades e especificidades. Portanto, defendem as pautas que atingem diretamente as mulheres e seus anseios mais prementes”.

Neste momento temos que unir forças contra o fascismo que bate à nossa porta, que visa impor trágicas e carcomidas relações de produção e de vida, ou melhor, de morte. É uma luta de toda a sociedade, de classes oprimidas, das mulheres e, em especial, das mulheres negras, que compõe a maioria do nosso povo e que vivem com menos direitos que os homens e menos direitos que as mulheres brancas. Nossa conferência sobre o trabalho feminino e a luta pela emancipação das mulheres se realiza em um momento muito propício para o debate e para a construção de uma plataforma com bandeiras na prioridade ao combate às políticas dos bolsonaristas e das elites de retorno ao regime de opressão bárbara fascista.

Hoje, somos chamadas a fazer do feminismo emancipacionista um movimento amplo e massivo, democrático, anti-imperialista e verdadeiramente emancipador. Uma poderosa força revolucionária conquistando aliados e rompendo a divisão e o isolamento em pequenos círculos de focos de resistência, da luta específica para a luta política, para alargar os horizontes das mulheres em sua luta.

Popular é o feminismo que consegue dialogar, unir e organizar todas as mulheres em sua diversidade; motivar a participação de todas em seus locais de trabalho, nos bairros e associações, nas escolas e nas universidades. Porque precisamos de todas mulheres: trabalhadoras e desempregadas, cientistas e donas de casa, estudantes e servidoras públicas para verdadeiramente lutarmos pela libertação plena da mulher, marcada pela exploração de classe, raça e gênero, como apontado pelo feminismo emancipacionista.

Maria Beatriz Rocha é Assistente Social do Tribunal de Justiça de São Paulo e membro da Direção Estadual do PCdoB-SP.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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