A defesa da soberania nacional

Parece razoável a afirmação do ex-Ministro Raul Jungmann de a sociedade não se sentir ameaçada quanto à integridade territorial do Brasil. Ao fato constatado ele atribui a colocação do tema “Defesa” no fim da lista das prioridades do debate político nacional.

Quando o verde da nossa Amazônia e o amarelo do nosso “novo ouro” submarino são objeto de cobiça por decadentes, mas bem armadas, potências estrangeiras que querem fazer face ao sucesso chinês para não sucumbirem de vez, mostrou-se oportuna a iniciativa da Fundação FHC de trazer às telas debate sobe a Política e Estratégia Nacional de Defesa, ora em processo de renovação no Congresso.

O Almirante Eduardo Leal Ferreira, hoje presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e o Tenente-Brigadeiro Antonio Carlos Egydio do Amaral expuseram a aceleração do gasto armamentista pelo mundo e a necessidade de reequipagem das Forças Armadas brasileiras, como forma de dissuasão de pretensões estrangeiras ao nosso território e recursos naturais, por um lado, e preparo caso alguém resolva agir de surpresa, como foi a longínqua guerra do Paraguai e o recente ataque às Malvinas.

Ambos concordaram que a fabricação do submarino nuclear nacional e a programação de computadores para o controle aéreo pelo Brasil, além de cumprir a função militar precípua, traz ganhos ao país pelo domínio das tecnologias nuclear e dados, em benefício de toda a sociedade.

Jungmann lembrou que, se a sociedade não se apropriar da Defesa, os militares, executores da política pública seguirão dela cuidando segundo suas próprias concepções.

De nossa parte, ao lado do aprendizado, ficou uma preocupação. Os oficiais defenderam a figura do militar temporário, contratado por oito anos com patente militar.

Se há potencial economia nas aposentadorias e aproveitamento de conhecimento dos contratados, um risco é evidente: após o contrato voltam à atividade civil dotados de segredos de Estado aos quais não estão de todo obrigados a preservar em razão da hierarquia e disciplina próprias das Forças Armadas.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central e do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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