Ainda nos anos 70, líamos em uma revista soviética, publicada em português, que havia uma classe privilegiada na URSS: as crianças!
Nelas depositamos os nossos melhores cuidados e saberes, para que construam uma amanhã ainda melhor do que o hoje que vivemos.

Esses valores que nos são tão naturais quanto universais, no entanto, parecem ser esquecidos por indivíduos que fogem à civilidade. Quando vemos o assassinato de uma criança de um ano, aparentemente estuprada pelo próprio padrasto, ora preso junto com a genitora, percebemos que ainda há necessidade de intervenção social em defesa dos menores cujos pais não querem ou não podem prover o desenvolvimento saudável.

Não por outro motivo que em 1990 foi estabelecido o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e instituídos os Conselhos Tutelares, órgãos encarregados da vigilância dos direitos dos mais jovens, cujos integrantes são escolhidos pela própria comunidade.
No último dia 10 de Janeiro, os novos Conselheiros Tutelares de Santos tomaram posse para exercer sua imprescindível tarefa junto à sociedade. O mesmo acontece em cidades de todo o Brasil.

Priscila Ribeiro é uma das Conselheiras da cidade. Ela diz: “em tempos de desmonte dos serviços públicos e aprofundamento da pobreza, a identificação das principais demandas e forçar o poder público a respondê-las são os principais desafios”.
E complementa: “solucionar dificuldades especificas das famílias atendidas dependem de ter uma rede de proteção com recursos adequados. O foco é fortalecer as famílias.”
Um comentário em “Eu fico com a pureza da resposta das crianças”