Faixa Viva

Se há algo inócuo na vida é a transgressão da lei do trânsito. Para otimizar o fluxo de motoristas e pedestres a circulação nas vias públicas é regulamentada e os engenheiros especializados definem, em cada logradouro, onde ficam as faixas de pedestres e os semáforos para as pessoas motorizadas ou que circulam a pé.

Quem é habilitado a dirigir sabe que a ausência de semáforo dá ao pedestre a preferência. Mas um número grande de “barbeiros”, como se dizia no século passado, parecem ter tirado “a carta por telefone”, expressão também d’outrora.

Os que buzinam e xingam ainda não são os piores: são superados no seu egocentrismo idiota por aqueles que transgridem, às vezes com um pequeno desvio e aceleração do veículo. Preferem, ao que parece, que toda esquina tenha um semáforo que os faça parar por muito mais tempo do que a espera do cruzamento de um pedestre.

Perdem tempo, não ganham, com a ausência de semáforos. Atrapalham a vida dos outros e contribuem para perder seu próprio tempo.

Não são só os motoristas que cometem essas transgressões. Muitos pedestres também são useiros e vezeiros em atravessar fora da faixa ou quando o farol lhes é vermelho. Isso costuma exigir a redução da velocidade dos veículos, atrasando a vida de todo o mundo, além de arriscar a própria. Os mais desaforados chegam a perguntar se por acaso iriam ser atropelados…

Um dos casos mais inusitados ocorre frequentemente defronte à Companhia de Engenharia de Trafego de uma grande cidade. Há uma padaria do outro lado da rua, cujo acesso é provido por faixa de pedestres não semaforizada a uns vinte metros da porta dos estabelecimentos. Mas funcionários uniformizados ou portando crachá da CET preferem cruzar a via “fora da faixa”.

Sugestão educativa

“Todo infrator flagrado deveria ser convocado pelas autoridades para funcionar como orientador de trânsito por três turnos, acrescido em um como coordenador de equipe de novos convocados.”

Lamentavelmente, se inspetor oficial, a paisana, ficar uns poucos instantes em uma via movimentada deve conseguir listar gente suficiente para as primeiras equipes.

*A foto destacada remete à famosa travessia da Abbey Road, em Londres, quando os Beatles caminhavam, pela faixa de pedestres, para gravar seu primeiro disco.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, do Instituto Cultural Israelita Brasileiro e membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. De São Paulo, mora em Santos.

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