O “mecanismo do medo” de Göring e a “economia de dados” das big techs

Luíz Müller traz em seu blog atualíssima análise sobre o reuso das táticas nazistas pelo fascismo contemporâneo, de forma multiplicada pela potência das redes sociais distribuídas por todo o planeta.

Em 18 de abril de 1946, nos bastidores do Tribunal de Nuremberg, Hermann Göring proferiu uma verdade crua sobre a anatomia do controle social:

A população de qualquer nação, sob qualquer regime político, pode ser reduzida a um estado de engajamento belicista e cego se seus líderes forem capazes de incutir um elemento psicológico primordial: o medo.

[…]

Hoje, o “mecanismo do medo” opera de maneira automatizada e hiperescalonada através das infraestruturas digitais fornecidas pelas grandes corporações de tecnologia (Big Techs).

No cenário brasileiro, movimentos como o Bolsonarismo e o Movimento Brasil Livre (MBL) atuam como operadores políticos locais de uma simbiose muito maior: uma aliança funcional entre o extremismo ideológico e o modelo econômico do capitalismo de vigilância, que caminha na direção de uma “algocracia” dominada por corporações globais.

Leitura altamente recomendada a todos os amantes do Brasil, da vida e da paz.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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