
O jornalista e sociólogo Carlos Eduardo Pestana Magalhães, membro da Comissão Justiça e Paz e do Grupo Tortura Nunca Mais. argumenta que “para possuir forças armadas eficazes, um país como o Brasil deve desenvolver uma base industrial robusta”.
Sem isso, como no caso do Brasil, onde a quase totalidade dos armamentos é importado, na maioria das vezes obsoletos, desatualizados, ou mesmo quando é projetado no país e construído, como no caso da Embraer, alguns blindados, navios, submarinos etc., mas com motores, turbinas, eletrônica e informática embarcada etc. vindos de fora, a dependência das forças armadas impede qualquer tipo de defesa eficiente e real da soberania.
Gato tece crítica ao proceder corporativo do alto oficialato ao longo da história republicana, em que espera-se que “a corporação militar seja reconhecida e aceita como um quarto poder republicano, coisa inexistente na república brasileira”.
Em sua apresentação ao Mutirão pela Sobeania Nacional, Miguel Manso falou sobre a nova fronteira da defesa nacional, esperando que as FFAA sejam “o escudo do povo, não a espada do governo”.
Um bom diálogo entre engenharia, indústria e defesa nacionais.

Um comentário em “Sem base industrial sólida não existem Forças Armadas”