Sem base industrial sólida não existem Forças Armadas

Publicação original:Geração 68

O jornalista e sociólogo Carlos Eduardo Pestana Magalhães, membro da Comissão Justiça e Paz e do Grupo Tortura Nunca Mais. argumenta que “para possuir forças armadas eficazes, um país como o Brasil deve desenvolver uma base industrial robusta”.

Sem isso, como no caso do Brasil, onde a quase totalidade dos armamentos é importado, na maioria das vezes obsoletos, desatualizados, ou mesmo quando é projetado no país e construído, como no caso da Embraer, alguns blindados, navios, submarinos etc., mas com motores, turbinas, eletrônica e informática embarcada etc. vindos de fora, a dependência das forças armadas impede qualquer tipo de defesa eficiente e real da soberania.

Gato tece crítica ao proceder corporativo do alto oficialato ao longo da história republicana, em que espera-se que “a corporação militar seja reconhecida e aceita como um quarto poder republicano, coisa inexistente na república brasileira”.

Em sua apresentação ao Mutirão pela Sobeania Nacional, Miguel Manso falou sobre a nova fronteira da defesa nacional, esperando que as FFAA sejam “o escudo do povo, não a espada do governo”.

Um bom diálogo entre engenharia, indústria e defesa nacionais.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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