
A nova rodada do Mutirão pela Soberania Nacional teve lugar em 20.3.2026, na sede da Federação Única dos Petroleiros, no Rio de Janeiro. A construção da Conferência da Soberania começou no Clube de Engenharia, tratando de Soberania Digital.

Coube ao Engenheiro Henrique Luduvice, ex-presidente do Confea, a coordenação dos trabalhos do dia. Agrupados em quatro mesas, um conjunto de personalidades da tecnologia nacional tratou da defesa nacional, cibernética e infraestrutura de dados e recursos.
O saber tecnológico reunido na FUP objetivou animar a sociedade por mais soberania, mais democracia e mais engenharia, enfatizou Luduvice.
Para assistir na íntegra, basta clicar nos linques sob os descritivos das mesas:
MESA 1: Defesa cibernética, guerra híbrida e as infraestruturas críticas
MESA 2: O dilema do nuclear: tecnologia para a paz, paz pela tecnologia ou pela dissuasão?
MESA 3: Desafios e perspectivas da IA, Big Techs, Cloud Act, nuvens soberanas e REDATA para a defesa nacional
MESA 4: Rumo à doutrina nacional de defesa da soberania informacional e do uso de recursos
Do conjunto, destacamos as apresentações sobre defesa nuclear e informacional.

O Engenheiro Naval e Nuclear vice-Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva foi pioneiro no Programa Nuclear da Marinha e integrou Comissão Nacional na área.
O domínio e uso da energia nuclear sucedeu à da química e eletrônica, constituindo uma tecnologia fechada usada tanto nos negócios como na defesa militar. Seu uso deve ser eminentemente pacífico e envolve nas pesquisas, como as feitas no IPT da USP, múltiplas áreas de conhecimento elétrico.
Ao Estado incumbe a regulação e segurança do setor, o planejamento do uso e, junto com toda a sociedade, a prevenção de incidentes como os vazamentos de Chernobill e do césio em Goiania. A fonte energética pode servir de complemento às hidrelétricas, melhorando a matriz brasileira.

O Engenheiro Eletrônico, com especialização em Telecomunicações e Inteligência Artificial. Miguel Manso, versou sobre A Nova Fronteira da Defesa Nacional (confira os diapositivos da exposição).
Nestes tempos de guerra híbrida, o diretor da EngD destacou a importância do domínio sobre a inteligência artificial e as computação e comunicação quânticas para a defesa da soberania nacional, o que deve ser feito por meio de programação e aquisição de competências. Assim, a segurança nacional deve ser uma composição da defesa das fronteiras e das Amazônias verde e azul com a dos fluxos informacionais.
A cobiça das big techs estrangeiras sobre o Brasil deriva de três pontos críticos: energia, que o país é bem dotado. sistema financeiro, que fornece financiamentos com isenções do Redata; e comunicação, em que já dominam os cabos submarinos. Sua ação nas redes sociais objetiva fragmentar, desunir, manipular os instintos do povo brasileiro, que precisa de unidade, democracia e soberania.
Manso concluiu lembrando que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que contou com a sua contribuição na elaboração, é ferramenta adequada para alcançar as nações mais avançadas na seara. E “é preciso educar a sociedade para acelerar o processo de decisão”, mas com o uso da razão e de ser brasileiro.
O debate noturno versou sobre o dilema do nuclear: tecnologia para a paz, paz pela tecnologia.


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