Farofa Fiolosófica traz anotações sobre três escritores filosóficos, ou três filósofos ficcionistas – Kafka, Dostoiévski e Clarice Lispector -, como exemplos de que “a literatura não é apenas arte: é também filosofia em forma de narrativa”.



Ao contar histórias, ela nos convida a encarar dilemas que a razão sozinha não resolve. Embora distintas em seus métodos, literatura e filosofia compartilham um mesmo objetivo: investigar o que significa ser humano.
A ficção permite vivenciar, ainda que simbolicamente, as tensões e paradoxos da existência. Enquanto a filosofia formula perguntas fundamentais, a literatura oferece a experiência concreta dessas questões, tornando-as palpáveis e emocionais.
Ler Kafka, Dostoiévski ou Clarice não é apenas um exercício estético, mas um convite à reflexão sobre quem somos, quais são nossos limites e como enfrentamos a liberdade e a responsabilidade em um mundo complexo e muitas vezes incompreensível. Ao final, não buscamos apenas histórias: buscamos espelhos. E nesses espelhos, vemos refletida a pergunta que nunca se cala — afinal, o que significa ser humano?
