As novas Repúblicas das Bananas, segundo Trump

(Foto: Big Media/Divulgação)

Moises Rabinovici traz em Escritos com a Pele muitos elementos daquilo que está sendo conhecido como a nova doutrina Monroe, aquela que já em 1823 preconizava a América para uma casta de mandatários imperialistas estadunidenses.

Além de analisar a situação corrente de país a país no continente, Rabinovici recorda feitos dos EUA para assegurar a subserviência estrangeira, que resultaram até em incorporação territorial na Nação do Norte:

Em nome dela, os EUA anexaram cerca de 50% do território mexicano, na guerra entre os dois países entre 1846-48. Cinquenta anos depois, em 1898, ocuparam Cuba e Porto Rico. Em 1903, apoiaram a separação do Panamá da Colômbia, e assumiram o controle do Canal do Panamá. De 1906 a 1909, voltaram a Cuba, com soldados. Entre 1912 e 1933 surgiu o nome Repúblicas das Bananas, quando os EUA garantiram governos aliados na Nicaragua e Honduras, entre 1915 a 1934; dominaram o Haiti, de 1916 a 1924; e invadiram a República Dominicana, para proteger os interesses de empresas como a United Fruit e a Standard Oil. Em 1954, promoveram com a CIA um golpe contra o presidente da Guatemala, Juan Jacobo Árbens Guzmán. Em 1961, fracassaram ao invadir a Baía dos Porcos, em Cuba, e em 1962 bloquearam a ilha, endurecendo o embargo comercial. Em 1964, apoiaram o golpe contra João Goulart no Brasil. E em 1973, estiveram por trás do golpe que derrubou Salvador Allende, no Chile. De 1975 a 1980, promoveram a Operação Condor. Em 1983, invadiram Granada para derrubar o governo marxista.

Não é demais lembrar que o Brasil agora explora petróleo na margem equatorial, próximo à Venezuela agredida. E tem boa reserva de terras raras, minerais estratégicos nos dias de hoje.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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