Vermelho – Urariano Mota: o cotidiano era um pesadelo. Fui morar em pensão, e lá abriguei companheiro perseguido, o que era um altíssimo risco, porque se ele fosse pego, seríamos os dois presos, torturados e mortos. Como se não bastasse, no mesmo quarto em que eu dormia, estava debaixo da minha cama um mimeógrafo (um objeto que reproduzia documentos, que para nós era como uma pequena gráfica).
Construir Resistência – Francisco Carlos Teixeira da Silva, professor Titular de História Moderna e Contemporânea / UFRJ e Professor Emérito de Teoria da Guerra / Eceme / Exército Brasileiro: meu trabalho livre de cinco décadas como historiador está sob risco de ser silenciado por meio de ameaças e lawfare. Trata-se de um caso único, em uma democracia moderna, de um historiador ser ameaçado por um membro ativo de um regime ditatorial já encerrado.
Hora do Povo – Como escreve Marx, firmando este ponto de vista na Introdução à Crítica da Economia Política: “O concreto é concreto porque é síntese de muitas determinações, isto é, unidade do diverso. Por isso o concreto aparece no pensamento como processo de síntese, como resultado, não como ponto de partida, ainda que seja o ponto de partida efetivo e, portanto, o ponto de partida também da intuição e da representação.”
Outras Palavras – Automação e o futuro do trabalho junta-se a um conjunto de diferentes contribuições que, diante das investidas avassaladoras do capital sobre as condições de vida e sobre a subjetividade da classe trabalhadora, mergulham na miséria contemporânea para indicar aí a necessidade de saídas realmente revolucionárias. Uma reorganização coletiva e democrática de nossas necessidades e atividades produtivas, não mais ditadas pela expansão incontrolável e compulsória do capital.





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