Dois anos de muito trabalho pelos servidores do Banco Central

Em 7 de Fevereiro de 2025 o Sinal inaugurou em São Paulo a galeria dos ex-presidentes regionais, que exercemos entre 2017 e 2019, entre funções na diretoria nacional do sindicato. Reproduzimos a seguir nossa prestação de contas à categoria.

Nas 117 edições do SP Informa produzidas por este Conselho Regional de São Paulo, ao longo de Ndois anos, pudemos contar muitas histórias das lutas que travamos e dos sucessos que alcançamos, bem como dos percalços que tivemos e as demandas que seguem em pauta por conquistar.

O Sinal é sindicato nacional e representa o conjunto da categoria de servidores do Banco Central, contando aqui na Praça com uma seção regional encarregada de transmitir a política nacional aos servidores e, ao mesmo tempo, servir de canal aos seus anseios na construção da pauta de reivindicações de Especialistas, Procuradores e celetistas de todo o país e sob todos os regimes de trabalho e aposentadoria.

Não é exagero dizer que o enfrentamento mais relevante do biênio foi pela manutenção das terceira e quarta parcelas do acordo de 2015, ambas adiadas por Medidas Provisórias que terminaram por caducar.

O resultado, no entanto, não resolveu a corrosão do poder de compra dos servidores de anos, queainda sofre ameaças de novas reduções salariais: as contribuição ao PASBC e alíquotas previdenciárias majoradas.

Ao duplo confisco, resistimos. Foram muitas assembleias, formação de frentes com outras carreiras, mobilizações de muitos tipos. Não houve ação em favor dos servidores que esta direção refutou fazer.

Muito da obra realizada coletivamente pelos servidores da Praça, sob coordenação e com apoio da direção sindical, foi no sentido de reverter a lanterninha do clima organizacional que nos cabia em São Paulo. Além da melhoria das condições de trabalho e resistência às humilhantes revista e catraca para quem é da Casa, agimos no sentido de flexibilizar a jornada, estabelecer o teletrabalho e, principalmente,
buscar o reconhecimento federal dos feriados municipais que expressam o nosso modo de viver na cidade.

O empenho pela valorização dos servidores da Praça não parou por aí. Reunimo-nos com quase todos os diretores da autarquia para tratar, a par das demandas gerais da categoria, do reforço da qualidade de vida em São Paulo e do reconhecimento dos funcionários do Banco Central pelas entregas que realiza, com sucesso, à sociedade.

Relacionamo-nos com os parlamentares paulistas no sentido de facilitar-lhes o entendimento dos projetos de leis e emendas que afetam o funcionalismo em geral e do BCB em particular. A nova conformação da bancada combinada com a agressiva pauta proposta pelo governo exigem, no entanto, conversas mais acuradas e agenda intensa no trabalho que está por vir.

Antigas demandas que se encontram na esfera judicial foram cuidadas pela nossa equipe jurídica, com avanços lentos mas que propiciaram novos patamares para as ações em curso.

Na esfera administrativa, a diligência nos gastos comandou a atual gestão. Sem perder a qualidade dos serviços prestados e a satisfação profissional dos colaboradores do Sindicato, uma reestruturação foi levada a cabo e produziu razoável superávit que poderá, com parcimônia, ser aplicado à luta pelos direitos e melhora das condições de uso da sede pelos filiados, valorizando o seu patrimônio.

Aos funcionários e colaboradores do Sinal em São Paulo, os nossos agradecimentos e o desejo de muitos anos de convivência ainda. E, aos servidores do Banco Central do Brasil, nosso compromisso que podem sempre contar conosco para a luta em busca do reconhecimento de todos e de cada um pela sociedade brasileira.

Iso Sendacz
Presidente regional do Sinal em São Paulo
5.2017 a 4.2019

Conforme publicado no SP Informa edição nª 26, ano 13, em 24.4.2019

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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