
Em continuação à análise marxista do capitalismo financeirizado, Miguel Manso trata nesta segunda parte, na página da Fundação Maurício Grabois, do comportamento chinês ante à realidade que acomete correntemente a humanidade.
Após recapitular o conceito de capital fictício e os mecanismos usados pelos monopólios para inflar os preços de modo desconexo com a produção, o autor demonstra que “o foco no desenvolvimento da economia real e combate ao capital fictício e a financeirização é sem dúvida uma importante fonte do sucesso da prosperidade e progresso da China”.
E explica:
A China adota uma estratégia em seu planejamento econômico, buscando integrar-se de forma soberana ao mercado global e, ao mesmo tempo, fortalecer sua economia interna combatendo a financeirização. Essa abordagem reflete a complexidade da economia chinesa e sua transição para um modelo mais equilibrado, com maior ênfase no consumo interno e no bem-estar social.
Enquanto a integração global soberana é essencial para o crescimento econômico e a posição geopolítica da China, o fortalecimento interno é prioritário para promover um desenvolvimento mais sustentável e reduzir as desigualdades. A estratégia de circulação dupla e os planos quinquenais são exemplos de como a China busca equilibrar esses dois objetivos blindando sua economia dos ataques da financeirização do mundo capitalista.
A adoção dos conceitos marxistas adaptados à realidade chinesa também é coligida por Manso:
“A China prioriza a produção real e a inovação, em vez de se apoiar na especulação financeira.”
“O sistema bancário chinês é um instrumento de política econômica, usado para promover o desenvolvimento industrial e regional.”
Da mesma forma, eles também se inspiram em outras teorias econômicas para embasar a contrução do socialismo com características chinesas.
“O fortalecimento da economia interna é essencial para a China reduzir sua dependência de exportações e promover um crescimento mais sustentável.”
“A integração ao mercado global é essencial para o crescimento econômico da China e para sua posição como potência global.”

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