Manchetes do dia – 11.11.2023

O apagão em SP e as eleições no sistema CONFEA/CREA

A região metropolitana de São Paulo (SP) ficou às escuras. Em meio às chuvas, um inacreditável apagão iniciado na sexta-feira (3/11) afetou pelo menos 2,1 milhões de imóveis e mais de 6 milhões de moradores. Outros serviços, como o abastecimento de água, também foram prejudicados. A revolta popular foi generalizada. De modo constrangedor, o Poder Público iniciou um “jogo de empurra” ao ser cobrado pela população e pela grande mídia. O governador Tarcísio de Freitas , portou-se como advogado de defesa da concessionária, a Enel Distribuição São Paulo. O prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB), indiferente ao drama dos moradores, manteve a agenda de pré-campanha eleitoral e tentou associar a crise à União. O fato é que, 25 anos depois da privatização da Eletropaulo, um serviço público essencial à população foi, mais uma vez, testado e reprovado.

A emergência climática deve ser tratada como excepcionalidade pela gestão pública?

Diante dessa situação é possível avaliarmos a vulnerabilidade da cidade e do Estado de São Paulo às mudanças climáticas e a fragilidade das infraestruturas de energia e abastecimento e a ausência de monitoramento e de cuidados obrigatórios da arborização urbana. O prefeito Ricardo Nunes não reconhece as evidências do impacto climático e diz que foi um evento excepcional, o maior em termos de velocidade dos ventos desde o ano de 1995 segundo as fontes oficiais. Demonstrando a mesma argumentação de outros políticos, como o governador do Estado do Rio Grande do Sul diante da catástrofe que atingiu aquele Estado em julho de 2023. “As questões das mudanças climáticas nos colocam grandes desafios”, disse o prefeito da capital paulista Ricardo Nunes, em coletiva de imprensa na sede da Enel, referindo-se ao acontecimento como excepcional.

Dino denuncia interferência indevida de Israel: “Nenhuma força estrangeira manda na PF”

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, rebateu nesta quinta-feira (9) as afirmações feitas pelo ditador Benjamin Netanyahu sobre a operação da Polícia Federal que prendeu dois brasileiros suspeitos de ligação com o grupo Hezbollah em São Paulo. Dino estranhou a fala de Netaniyahu e disse que a operação foi conduzida exclusivamente pelas autoridades brasileiras. “Nenhuma força estrangeira manda na Polícia Federal do Brasil. E nenhum representante de governo estrangeiro pode pretender antecipar resultado de investigação conduzida pela Polícia Federal, ainda em andamento”, escreveu ele nas redes sociais. “Os mandados cumpridos ontem, sobre possível caso de terrorismo, derivaram de decisões do Poder Judiciário do Brasil. Se indícios existem, é dever da Polícia Federal investigar, para confirmar ou não as hipóteses”

Em 2022, América Latina e Caribe tinham 43 milhões de pessoas com fome 

Para Mario Lubetkin, vice-diretor e representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe, “os números da fome na nossa região continuam preocupantes. Vemos como nos distanciamos cada vez mais do cumprimento da Agenda 2030 e ainda não conseguimos melhorar os números anteriores à crise desencadeada pela pandemia da Covid-19”. Ele acrescentou que a região “enfrenta desafios persistentes como a desigualdade, a pobreza e as mudanças climáticas, que reverteram o progresso na luta contra a fome em pelo menos 13 anos. Este cenário nos obriga a trabalhar juntos e a agir o mais rápido possível”. 247,8 milhões vivenciaram insegurança alimentar moderada ou grave.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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