“Margem Equatorial tem de ser explorada”, defende Guilherme Estrella

O geólogo e ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobrás Guilherme Estrella, responsável pela exploração do pré-sal, afirmou que a estatal petrolífera brasileira tem todas as condições de enfrentar o desafio da Margem Equatorial, como fez no início da década passada no pré-sal. “A tecnologia da empresa evoluiu” e, segundo ele, “manter a produção elevada é uma questão de soberania nacional”. “Ambientalmente é mais complicada que Campos (bacia) mas a tecnologia avançou muito, a sísmica, a interpretação geológica, tudo evoluiu”, argumentou Estrella, admitindo que a situação é mais complexa.
Big Techs aprofundam dependência econômica do Brasil, diz pesquisador

O pesquisador, escritor e jornalista bielorusso Evgery Morozov está em viagem pela América do Sul divulgando sua pesquisa sobre os efeitos nocivos que as grandes empresas de tecnologia, as Big Techs, podem causar às economias que fazem uso dos serviços oferecidos pelas gigantes da tecnologia, como é o caso do Brasil. Em palestra na Universidade de Brasília (UnB) com o tema Contestando o poder das Big Techs: soberania tecnológica e futuros digitais alternativos, o pesquisador defendeu que países como o Brasil devem buscar sua autonomia tecnológica, desenvolvendo técnicas e infraestruturas digitais próprias de forma a não depender das Big Techs estrangeiras.


Mineração em alto mar pode começar em breve, com ou sem regulamento

Uma parte remota do oceano ainda é desconhecida. Nesse contexto, o biólogo de águas profundas Adrian Glover integra um esforço para explorar as profundezas marinhas de uma região remota situada nas profundezas do Pacífico, conhecida como Zona Clarion-Clipperton (CCZ). Esta área é uma das porções mais intocadas e menos exploradas em todo o nosso planeta, representando um ecossistema ainda preservado em grande parte. No entanto, corre o risco de em breve essa área testemunhar a realização da primeira operação mundial de mineração em alto mar.
BRICS são capazes de neutralizar as sanções dos EUA, afirma Jeffrey Sachs

O grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) é capaz de neutralizar as sanções ocidentais, enfatizou Jeffrey Sachs, economista, conselheiro sênior da ONU e ex-diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia. “As sanções ocidentais não são muito poderosas quando grande parte do mundo ou a maior parte do mundo se opõe a elas. Os países do BRICS resistem às sanções ocidentais e isto é de grande importância”, destacou Sachs. Para ele, essas violam o direito internacional, uma vez que restrições deste tipo só podem ser introduzidas mediante decisão das Nações Unidas.

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