O livro didático

A inusitada decisão do governo paulista de abandonar o Programa Nacional do Livro Didático no próximo ano, limitando as aulas das escolas públicas à exibições de diapositivos na tela do computador, “certamente potencializará ainda mais a
lamentável e enorme desigualdade social existente em nosso país e no estado de São Paulo”.

É o que afirmam em manifesto, com provada razão, os integrantes da cadeia produtiva do livro didático. Vejamos os principais pontos:

Os livros distribuídos pelo PNLD, nanciados pelo FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação não são escolhidos ao acaso, ao contrário, são obras com conteúdos adequados, de autores qualicados, professores, com vinculação direta aos objetivos pedagógicos, pois visam preparar os alunos para as etapas seguintes de sua vida escolar e prossional. A decisão de editar um livro no âmbito do PNLD e distribuí-lo gratuitamente às escolas de todo o Brasil não se dá segundo ideologias, pois, como é de notório conhecimento, as obras são preliminarmente submetidas ao exame de especialistas comprometidos com a educação, sem nenhum outro interesse.

O Brasil, em face da surpreendente decisão do Governo de São Paulo, coloca-se contrariamente ao que ocorre no mundo, com risco de cair em descrédito em decorrência de uma decisão equivocada, que não representa a posição do mundo educacional do País, nem de toda e qualquer cadeia produtiva do livro impresso nas grácas nacionais. Exemplo mais recente do novo viés internacional vem da Suécia, país cujo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é 0, 947, um dos 10 maiores do mundo, que adotou nova postura em relação ao digital no universo educacional, passando a adotá-lo como um recurso adicional, extra, mantendo em primeiro plano o livro impresso, que dentre inúmeras qualicações tem o condão de estimular o hábito da leitura, essencial em nosso País, que ainda registra, mesmo em um Estado como São Paulo, elevados índices de desigualdade social.

O hábito da leitura em livros impressos, liberta e abre portas. Pássaros têm asas. Homens têm livros. Ler é descobrir-se e descobrir o mundo e ajudar a construí-lo com mais justiça, respeito, verdade e cultura. Neste sentido, é importante destacar que existem pesquisas realizadas e disponibilizadas por diversos e renomados profissionais e institutos, que comprovam que a assimilação de informação e conhecimento por meio impresso é bastante superior àquela obtida por equipamentos eletrônicos.

O livro didático é a “chave para o futuro da juventude de qualquer país”.

De nossa autoria, O dinheiro, sua história e a acumulação financeira, esteio do curso homônimo.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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