O revigoramento partidário em cinco linhas

O vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, apresentou caminhos de fortalecimento partidário a partir das possibilidades dos dias de hoje, em que a vitória eleitoral sobre o fascismo e o esforço nacional de reconstrução do Brasil animam a participação popular na vida política.

  1. A construção política, lastreada no Programa Socialista, segue sendo o eixo vertebrador da ação do Partido na sua tarefa de se apresentar como alternativa de poder no país. Traduzida em táticas como a Frente Ampla e a Federação partidária, como exemplos recentes, a coesão em torno dos princípios precisa também ser traduzida em liderança social e votos para a legenda.
  2. O Partido deve buscar o enraizamento social e das bases militantes. Cabe aos quadros partidários não só traçar as diretrizes de ação, mas também executa-las nas bases espalhadas por todo o país.
  3. Além de reforçar a organização da base partidária, é dever militante o enraizamento na sociedade, participando desde cada rincão dos problemas e das soluções das questões que afetam diretamente o povo.
  4. Esse movimento não se restringe à convivência cotidiana com os brasileiros em geral, mas também com as organizações de base femininas, étnicas e, principalmente, laborais, apresentando-lhe perspectivas que vão além da luta corporativa, trazendo elementos de consciência capazes de vislumbrar a mudança estrutural das relações sociais.
  5. A comunicação, inclusive e especialmente em meio digital, tem também papel relevante: todos os temas precisam ser traduzidos em linguagem acessível, sem perder conexão com a identidade e programa partidários.

Com o novo horizonte da retomada da ofensiva progressista, devemos pôr-nos em condições de promover um grande apelo à sociedade como um partido renovador, consequente, não burocrático, aberto às opiniões, com canais múltiplos de participação de militantes, filiados, amigos e apoiadores. Que vai proativamente ao encontro dos variados segmentos sociais e ao povo, em especial aos trabalhadores, não só nos períodos eleitorais. (WS, 2.2023)

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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