O humor e a tecnologia

Não é incomum ver uma mesma piada contada com personagens diferentes, como o caso de uma anedota em que o herói ou vilão torce por um time diferente. Mas aqui se trata de uma roupagem tecnológica a antigas histórias.

Ao ler nas redes sociais uma versão informática de antigos ditados, pareceu oportuno contar a famosa anedota do “faxineiro da Microsoft” em sua versão mais antiga, talvez a original, trazida por Devorah Baum em seu excelente A Piada Judaica.

O zelador da Sinagoga

Maurice, um jovem judeu, vai ao norte de Londres candidatar-se a um emprego como zelador da Sinagoga Edgware. O comitê da sinagoga está prestes a lhe dar o emprego quando descobre que ele é analfabeto.

Eles decidem que, por várias razões, seria inadequado ter um zelador analfabeto. Assim, Maurice vai embora e decide fazer carreira em outro ramo.

Resolve vender objetos de plástico de porta em porta. Ele vai bem e logo consegue comprar um carro; depois, uma loja; depois, a segunda loja e uma terceira. Enfim, ele está prestes a abrir uma vasta cadeia de lojas, e assim resolve comprar um seguro.

Porém, quando a seguradora lhe pede que assine o contrato, é óbvio que ele não sabe escrever. Chocado por ver que um homem tão bem sucedido não tem estudo, o gerente do banco diz:

“imagine o que você poderia ter sido se tivesse aprendido a ler e escrever!”

“Pois é,” diz Maurice, com ar de lamentação, “seria zelador da Sinagoga Edgware”.

O faxineiro da Microsoft

Júlio estava há tempos desempregado e investiu seus últimos trocados em uma passagem de ônibus para um teste à vaga de faxineiro, na Microsoft.

Varreu e arrumou a sala, foi aprovado e o gerente de RH lhe pede o emeio para enviar a relação de documentos. Júlio não tinha, afinal era apenas candidato à faxina.

Recusado, resolveu economizar a passagem de volta, indo a pé para casa. No caminho, comprou um quilo de tomates e, andando um pouco mais, revendeu-os com um pequeno lucro.

Resolveu repetir a experiência uma, duas, várias vezes, até que pôde comprar uma caixa de tomates, que vendeu a granel na rua. Mais adiante já tinha um carrinho, depois uma pedra no Ceasa, tornou-se o “rei do tomate” no Estado de São Paulo, com frigoríficos, uma frota de caminhões e tudo o mais.

Viu oportuno fazer um seguro e chamou um corretor. Este, ao terminar o levantamento, pede-lhe o emeio para enviar a cotação. Júlio repete a frase de anos antes: “eu não tenho emeio”.

O segurador, espantado, comenta: “se o senhor chegou tão longe sem ter um emeio, já imaginou onde estaria se tivesse um?”

“Claro, seria faxineiro da Microsoft”.

“Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia….. E depois se cola.”

Clique para ver como ficaram os 21 ditados tracionais na era moderna…

Confira também também a semelhança entre a antiga história do engenheiro e a nova versão do técnico de informática.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, conselheiro da Casa do Povo, EngD, CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

Um comentário em “O humor e a tecnologia

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: