Nem-nem

Em 30.3 Sérgio Fausto trouxe à Fundação FHC o seminário “A crise de emprego entre os jovens e as transformações da economia e educação”.

Nem-nem é o acrônimo do jovem que nem estuda nem trabalha, considerada a faixa etária no Brasil de 15 a 29 anos. São objetivos sustentáveis do milênio a dedicação aos estudos até os 17 anos, ocupação no mercado de trabalho a partir dos 25 e um período de transição entre essas idades.

Não é o que acontece no Brasil, segundo a economista e doutora em ciências sociais Enid Rocha. Dos 49 milhões de jovens brasileiros, a quarta parte está fora da força de trabalho e da escola, por estar desempregada, incapacitada, dedicada à ocupações não remuneradas ou mesmo desinteressada em trabalhar.

Para reduzir a extrema desigualdade de oportunidades para os jovens é preciso um tratamento desigual, oferecendo mais a quem tem menos acesso, demonstrou o professor associado da FEA e membro do Núcleo Ciência pela Infância Naercio Aquino Menezes Filho. A condição do jovem é, em boa medida, derivada das restrições que teve na infância.

Da apresentação de Naercio

Ele deduz que se em condições normais os mais pobres estão desprovidos de iguais oportunidades para suas crianças, na pandemia e na recessão o quadro é ainda mais desigual.

A educadora Bel Santos Meyer expôs o seu lindo trabalho à frente do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário, que tem levado bibliotecas aos jovens dos bairros mais carentes da capital paulista e modificado suas vidas e a de seu familiares, muitos atingindo o outrora estudo universitário.

Um esforço individual indispensável, mas que não supre a ausência do Estado em prover políticas públicas capazes de abranger a todos na etapa de transição escola-emprego.

Políticas públicas de educação e primeiro emprego para reconstruir o Brasil!

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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