Vermelho – No Brasil, a grande maioria dos assassinatos de mulheres não está ligada à violência urbana — um roubo seguido de morte ou uma disputa entre facções, por exemplo —, mas à sua condição feminina. Desde 2015, 13.703 brasileiras foram vítimas de feminicídio, sendo 1.568 somente no ano passado (média de 4,2 por dia). Houve um salto de 4,7% em relação a 2024 e de 14,5% na comparação com 2021.
A Terra é Redonda – Eva Blay: A revolução feminista, afirma Yuval Noah Harari, é a transformação mais profunda da história contemporânea. Diferentemente das revoluções tecnológicas ou econômicas, ela vai além: altera os sistemas produtivos e desloca as hierarquias mais antigas da humanidade – aquelas que controlam o corpo, a reprodução, o trabalho e a própria definição do que é o ser humano. Concordar com Harari significa uma ruptura civilizatória.
Sputnik – Comitê do Pacto Brasil entre os Três Poderes apresentou um plano de trabalho para o enfrentamento ao feminicídio no país, que inclui um mutirão nacional para o cumprimento de cerca de mil mandados de prisão contra agressores. O Ministério da Justiça e Segurança Pública vai coordenar a iniciativa com as forças de segurança estaduais. Esta e uma série de medidas foram anunciadas no seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres.
Jornal GGN – Elias Jabbour: o desafio chinês que se inicia no final dos anos de 1970, com as reformas econômicas, não se restringe ao desenvolvimento acelerado das forças produtivas. Esse é somente um aspecto, central, do desafio da governança do país em prover o país de capacidade para enfrentar as grandes tarefas. Um aspecto pouco discutido fora da China é a formação inédita de um Estado de Direito cuja missão é espelhar o nível de desenvolvimento das forças produtivas do país e entregar as garantias legais para a manutenção do desenvolvimento econômico.



