Ao lado de tumbas e joias deslumbrantes, antigos egípcios dominavam tecnologia de ponta para a sua época

Broca de arco em ação, pintura funerária do Novo Império, proveniente da Tebas Ocidental, túmulo de Rekhmire, objeto 31.6.25. Crédito da imagem: Metropolitan Museum of Art, Domínio público.

Os antigos egípcios são famosos por seus templos de pedra, tumbas pintadas e joias deslumbrantes, mas por trás dessas conquistas existiam tecnologias práticas do dia a dia que raramente sobrevivem no registro arqueológico. Uma das mais importantes era a broca: uma ferramenta usada para perfurar madeira, pedra e contas, possibilitando todo tipo de tarefa, desde a fabricação de móveis até a produção de ornamentos. (Dr. Martin Odler, arqueólogo)

A peça data do Período Pré-dinástico, por volta do final do quarto milênio a.C., vários séculos antes da ascensão dos primeiros faraós. O artefato (catalogado como 1924.948 A no Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade de Cambridge) foi encontrado na sepultura 3932, o túmulo de um homem adulto.

Quando foi publicado pela primeira vez na década de 1920, o artefato, que mede apenas 63 milímetros de comprimento e pesa cerca de 1,5 gramas, foi descrito como “uma pequena sovela de cobre, com uma tira de couro enrolada em volta”. Essa breve descrição passou despercebida e o objeto atraiu pouca atenção por décadas.

No entanto, ao examiná-la com uma lupa, os pesquisadores descobriram que a ferramenta apresenta um desgaste característico típico de perfuração: estrias finas, bordas arredondadas e uma leve curvatura na extremidade de trabalho, o que indica um movimento rotativo, e não uma simples perfuração.

Quem conta mais é Koutroulares, em seu Universo Desconhecido, a partir do estudo vinculado ao projeto EgyptianToolWear.

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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