Eduardo Iglesias

Eduardo e eu fomos vizinhos por décadas. Semanas antes de completar a sua vida, o artista nos autografou um exemplar do livro Memórias de uma Tarde Violeta, em que Jacob Klintowicz retrata a obra da vida dele.

O livro bilíngue de 2020 tem 164 páginas, a maioria mostrando obras de Iglesias, e foi produzido pelo Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural.

Um aperitivo do que vai na ilustrada edição objetiva estimular a aquisição do livro e dá conta da diversidade de materiais e cores que Eduardo nos legou:

São fotos amadoras do livro, feitas por este autor para mera ilustração, sem objetivo comercial.

Olga e Wolf Kos apresentam o artista:

Eduardo Iglesias não tem o que se chama de momentos de inspiração. Ao contrário, o seu trabalho é um movimento cultural no qual ele cria pinturas, gravuras, esculturas, objetos inovadores, faz experiências com materiais pouco nobres e torna o seu dia-a-dia uma produção constante de obras de arte. Isso nos entusiasma muito.

Klintowicz avalia a sensibilidade de Eduardo perante o mundo:

O mundo é o próprio fantástico. Tudo é maravilhoso e maravilha o artista. O mundo é colorido. O mundo é um brinquedo de armar. O mundo é um objeto de brincar. Cada vez que Eduardo Iglesias olha para o mundo vê uma forma artística, um milagre. E a cada vez encontra as suas cores preferidas. As cores do seu afeto.

Além de bom vizinho, Iglesias percorreu o Brasil e o mundo com as suas belas obras, a partir de 1962.

Eduardo Iglesias, para sempre, viva!

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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