
Laurear uma “Trumpista de carteirinha, guerreira relevante, terrorista, inimiga do povo venezuelano”, como define Roberto R. Martins Maria Corina Machado, depõe contra a Academia sueca que concede o Prêmio Nobel.
Autorrefugiada na Embaixada dos EUA em seu próprio país, tem ela incentivado agressões estadunidenses de “invadir a Venezuela, assassinar Nicolas Maduro e […] colocá-la na chefia de um estado títere venezuelano, como já fizeram uma vez com o malfadado Juan Guaidó”.
Como explica André Cintra no Vermelho:
O sueco Alfred Nobel, criador do prêmio que leva seu noma, desejou que a honraria ligada à paz fosse destinada, anualmente, a pessoas ou instituições que tenham promovido a união nacional ou internacional. O caso de Corina é inverso: ela lidera uma corrente política que tenta desestabilizar a Venezuela.
A indicação partiu de Marco Rubio, secretário de Estado de Trump, cujo chefe também era opção ao Nobel da Paz, seguindo a tradição de indicar presidentes estadunidenses vinculados estreitamente ligados à guerra imperialista. E contou com a simpatia do premiê israelense.
“Nunca há paz quando aqueles que promovem sanções, bloqueios e guerras econômicas contra seu próprio povo são recompensados“, enfatizou Manuel Zelaya Rosales, ex-presidente hondurenho.

O Nobel da Paz Adolfo Perez Esquível dirigiu à premiada de 2025 considerações sobre sua pelo menos suspeita conduta.
Os dois artigos referidos acima são O Prêmio Nobel da Guerra, no Brasil 247, e Quem ainda se surpreende com um Nobel da Paz para uma golpista?, Vermelho. A Agência Brasil também traz várias das repercussões negativas da premiação deste ano, entre elas a de Zelaya, acima destacada.
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