Como o revisionismo kruschevista destruiu a União Soviética

O portal Nova Cultura trouxe em português o prefácio à segunda edição do livro Perestroika, escrito pelo hindu Harpal Brar há 25 anos, quando da dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Feliz o autor ao lembrar um velho ditado chinês: é preciso mais do que uma noite fria para que um rio congele de verdade. O processo culminado em 1991 teve início 45 anos antes, em 1956, no 20º Congresso do PCURSS, sob o comando de Kruschev. Ele acertadamente mostra que os princípios da construção socialista, traduzidos em ciência e prática por Marx, Engels, Lenin e Stalin, entre outros, foram pervertidos e, passo-a-passo, mudaram a orientação das relações de produção no sentido da propriedade privada e do capitalismo.

Após um avanço do arado ao espaço em quarenta anos, com dois terços dos encargos que a segunda guerra mundial trouxe à espécie humana no meio, veio a reintrodução da atividade privada e o retrocesso da segunda economia, legal e ilegal, acompanhada de ‘liberdade’ para a nova burguesia e setores revisionistas do operariado e do Partido “propagarem o obscurantismo religioso, especialmente se forem críticas do socialismo e suas conquistas”.

Harpal resume o final dessa primeira etapa da história:

Gorbachev iniciou suas notórias políticas da glasnost e perestroika. A primeira desempenhou, no plano ideológico, o mesmo papel que a segunda no plano econômico. Se a perestroika visava restaurar completamente as relações capitalistas de produção destruindo todos os remanescentes de uma planificação centralizada, glasnost almejava destruir o que restara da ciência marxista-leninista na vida política e institucional da URSS, substituindo-a, então, pelas normas características da democracia burguesa. Combinadas, estas duas políticas se tornaram um autêntico atentado contra o socialismo – um programa contra-revolucionário que visava minar a liderança do Partido Comunista, a propriedade estatal, a planificação central e a integridade multinacional da União Soviética.

História que continua…

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo e da Engenharia pela Democracia, conselheiro da Casa do Povo, Sinal, CNTU e Aguaviva, membro do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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