MANIFESTO ENGENHARIA PELA DEMOCRACIA

Movimento Engenharia pela Democracia

Quando já choramos 542 mil vidas perdidas para o vírus e nós, sobreviventes, vemos a queda do ritmo de contágio e mortes com o avanço da vacinação obstada pelo negacionismo e negocismo oficiais, honramos o nosso diploma somando a voz da Engenharia na luta pela vida e pela democracia.

Nesta semana que culmina com novo e mais amplo ato do Brasil contra Bolsonaro chega o manifesto da Engenharia pela Democracia.

Estamos de luto. A tragédia brasileira se projeta sobre nós como uma sombra terrível.

Vemos mais de meio milhão de mortes em um genocídio causado pela busca de uma inalcançável imunidade por contágio ao SARS-COV-2. E agora presenciamos, estarrecidas(os), a CPI da pandemia mostrar que vidas valiam um dólar de propina.

Vemos a disseminação da fome, com a população desassistida em meio à crise econômica e à precarização absoluta de suas condições de trabalho.

Vemos um ecocídio generalizado, devastando-se biomas preciosos. Permissividade com desastres em barragens de mineradoras, em derramamentos de óleo cru de porte jamais visto. Uso desenfreado de agrotóxicos.

Vemos a dizimação de povos originários, quilombolas e campesinos.

Vemos a entrega da soberania nacional, com privatizações selvagens e o desmonte da indústria, ocasionando o desemprego e a desvalorização das(os) profissionais da Engenharia.

Vemos a desestruturação sistemática do Estado, fortalecendo-se milícias assassinas. O reforço ao discurso de ódio que dá sustentação às mais horrorosas chacinas do povo preto, favelado e pobre. Ameaças constantes de golpes de força para aniquilar o já combalido Estado Democrático de Direito.

A Engenharia visa ao bem estar do ser humano. Ao subscrever este manifesto, assumimos o compromisso solene de não nos rendermos à destruição. Sonhamos e queremos ajudar na construção de uma nação inclusiva, socioambientalmente desenvolvida.

Nós, do Movimento Engenharia pela Democracia resistiremos. E vamos assim ajudar a reconstruir nosso país para todas(os) as(os) brasileiras(os).

Ao assinarmos este chamado em defesa da Democracia, estamos vindo a público para clamar um basta a toda esta devastação. Iremos às ruas pelo fim deste projeto de destruição nacional.
Não aceitamos a regressão do Brasil a um estágio de neocolônia escravocrata em pleno sec. XXI. O Brasil fornecedor de grãos, carnes e minérios não processados. O Brasil desindustrializado, com aglomerações urbanas caóticas.

O Movimento Engenharia pela Democracia soma-se aos que levantam sua voz para interromper a marcha da insensatez que estamos percorrendo. Vamos reesperançar nosso país.

Sim, estamos de luto. Mas, por isso mesmo, lutamos. Ao lado do povo brasileiro. Por mais vacina, por comida no prato e pelo fim do governo genocida.

18 de Julho de 2021

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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