Renda do brasileiro cai 10%

Comércio ambulante no centro de São Paulo

Com informações da Hora do Povo

Segundo o DIEESE, a aplicação da Lei apontaria para um salário-mínimo na ordem de R$ 5,4 mil. Mesmo considerando duas pessoas sustentando um lar, cada uma precisaria receber, ao menos, R$ 2,7 mil por mês para a família subsistir condignamente.

Dessa forma, a renda que despenca, muito próxima ao valor corrente do salário-mínimo, precisaria mais que dobrar para dar conta da sua finalidade social e legal.

Não bastasse a queda nominal, a inflação crescente corrói o poder de compra do assalariado, reduzindo os produtos que entram em casa pela combinação do aumento da pobreza e a carestia.

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) apresentou dados mostrando que a renda média domiciliar dos brasileiros está em queda livre. No primeiro trimestre de 2021, período em que a variação de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao trimestre anterior foi motivo de alvoroço, a renda média domiciliar per capita dos brasileiros caiu 10% em relação ao mesmo período de 2020 – o quarto trimestre consecutivo de queda na renda. 

O levantamento do pesquisador Daniel Duque mostrou que a renda média domiciliar per capita caiu de R$ 1.185 no primeiro trimestre do ano passado, para R$ 1.065 neste início de ano. Isso depois de consecutivas retrações de 12% no segundo trimestre de 2020 e de 11% nos terceiros e quarto trimestres, todos comparados com idêntico período do ano anterior.

É por isso que a variação positiva de 1,2% no PIB no trimestre, praticamente pautada pela exportação de produtos primários, não é nenhum reflexo da recuperação da economia interna. O consumo das famílias, um dos maiores motores da economia, caiu 0,1%. Neste período, a taxa de desemprego do país medida pelo IBGE alcançou o recorde de 14,7% da população em idade de trabalhar – ou um total de 14,8 milhões de desempregados.

Não são contabilizados os trabalhadores informais, que naturalmente ganham menos, mas que na pandemia tiveram que paralisar as suas atividades e viver com muito menos. (+376 palavras, Hora do Povo)

Publicado por Iso Sendacz

Engenheiro Mecânico pela EESC-USP, Especialista aposentado do Banco Central, diretor do Instituto Cultural Israelita Brasileiro, conselheiro da CNTU e Aguaviva, membro da direção estadual paulista do Partido Comunista do Brasil. Foi presidente regional e diretor nacional do Sinal. Nascido no Bom Retiro, São Paulo, mora em Santos.

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